domingo, 31 de julho de 2011

JERUSALÉM - ONTEM E HOJE

O Rio Jordão



Seu nome significa “declive” ou “o que desce”. O Jordão origina-se de quatro pequenos rios, a 11 km ao norte de Meron, cujas cabeceiras estão no Monte Hermom, menos a do primeiro. São eles
· Barreighit, o único cujas fontes não estão no Hermom;
· Hasbani, o mais longo (40 km de extensão);
· Ledam, o mais volumoso;
· Banias, o mais oriental e mais curto (8 km).

Costuma-se dividir o Jordão em três trechos:


O primeiro trecho, ou seja, a região das nascentes, é o anteriormente descrito e que vai até o lago de Merom. Depois da junção das quatro nascentes, o Jordão atravessa uma planície pantanosa numa extensão de 11 km; e entra em Merom, sua profundidade ai varia de 3 a 4 m.


Segundo trecho, também chamado de Jordão superior, compreendendo desde Merom até o Mar da Galiléia, extensão de 20 km. É um trecho com um declive de 225 m, tornando suas águas caudalosas e um enorme trabalho de erosão. A correnteza é tanta que 20 km dentro do Mar da Galiléia, ainda se percebe sua força. Neste trecho a vegetação é media e o terreno rochoso, sua largura varia entre 8 e 15 m.
Terceiro trecho, ou Jordão inferior, estende-se do Mar da Galiléia até ao Mar Morto, numa distância de 117 km em linha reta e 340 km pelo leito sinuoso do rio, largura variando entre 25 e 35 m e profundidade de 1 a 4 m. Este trecho sofre um declive de 200 m, pelo qual o rio desce precipitadamente, formando muitas cascatas.

A Terra de Israel

Mar da Galiléia

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Tradução do Novo Mundo

Fundamentos da tradução


Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, versão com Referências
Na sua Introdução, a edição de 1986 da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas - com Referências, considerada pelas Testemunhas uma edição mais completa e adequada ao estudo do texto bíblico, expressou a preocupação dos tradutores da seguinte forma:
"Na Tradução do Novo Mundo fez-se empenho de captar a autoridade, o poder, o dinamismo e a franqueza das originais Escrituras Hebraicas e Gregas, e transmitir estas características em português moderno. Não se apresentam paráfrases das Escrituras. Antes, houve empenho de fazer a tradução o mais literal possível, tanto quanto permite o moderno português idiomático e quando a tradução literal não oculta o sentido pela dificuldade de expressão. Assim se satisfaz o desejo daqueles que são escrupulosos quanto a obter uma declaração quase que palavra por palavra do texto original. Reconhece-se que mesmo uma questão aparentemente tão insignificante como o uso ou a omissão duma vírgula, ou dum artigo definido ou indefinido, pode às vezes alterar o sentido correto da passagem original. Evitou-se tomar liberdades com os textos apenas com o fim de ser mais conciso, ou substituí-los por algum paralelo moderno quando a tradução literal do original tem sentido claro. Manteve-se a uniformidade de tradução por atribuir um só sentido a cada palavra principal e por reter este sentido tanto quanto o contexto permitiu. Isso às vezes impôs limitações à escolha de palavras, mas ajuda nas remissões e na comparação de textos relacionados."
Na Introdução informa-se ainda qual a fonte padrão para o texto da Tradução, conforme se segue:

Texto hebraico

O texto hebraico massorético, usado na preparação do texto das Escrituras Hebraicas é o Códice de Leningrado B 19A, conforme apresentado na Bíblia Hebraica de Rudolf Kittel (sigla BHK), na 7ª, na 8ª e na 9ª edição (1951-55). Uma actualização desta obra, conhecida por Bíblia Hebraica Stuttgartensia (sigla BHS), Edição de 1977, foi usada na sua actualização e no sistema de notas da Edição de 1984.

Texto grego

O texto grego padrão usado na preparação das Escrituras Gregas Cristãs (ou Novo Testamento) é o do O Novo Testamento no Grego Original, dos eruditos bíblicos Brooke Foss Westcott e Fenton John Anthony Hort (reimpresso em 1948, originalmente publicado em 1881). Também foram consultados os textos gregos de Bover, de Merk, da Sociedades Bíblicas Unidas (sigla UBS), de Nestle-Aland e de outros. Usualmente, as transliterações da Septuaginta Grega (sigla LXX), foram baseadas no texto de Alfred Rahlfs, Deutsche Bibelgesellschaft (Sociedade Bíblica Alemã ), Stuttgart, 1935. Outras fontes gregas são indicadas pelos seus respectivos símbolos.

Texto siríaco

É usada a Siríaco Peshitta, S. Lee, Edição de 1826, reimpressa pelas Sociedades Bíblicas Unidas (UBS), 1979. O seu texto foi traduzido do hebraico, no Século II EC e era o Texto-padrão dos cristãos sírios. Peshito, que significa "simples", "vulgar" ou "comum". Posteriormente, foi feita uma revisão do texto usando a Septuaginta Grega. Outras versões siríacas são indicadas pelos seus respectivos símbolos.

Texto latino

A edição da Vulgata Latina (sigla Vg) usada é a Bíblia Sacra, Iuxta Vulgatam Versionem, Württembergische Bibelanstalt, Stuttgart, 1975. Existem cerca de 8 mil manuscritos da Vulgata Latina. Esta tradução bíblica foi feita no ano 404 EC por São Jerónimo, a pedido do Papa Dâmaso I. Tornou-se na Bíblia oficial da Igreja Católica durante toda a Idade Média, na Europa Ocidental. Outras versões latinas são indicadas pelos seus respectivos símbolos.

Livros deuterocanónicos e Apócrifos

Os livros que a Igreja Católica chama de livros deuterocanónicos ("segundo Cânone" ou "Cânone posterior" ) e as adições aos livros bíblicos de Daniel e Ester (chamados de protocanónicos, "primeiro Cânone"), são considerados pelas Testemunhas de Jeová como livros não canónicos, ou seja, escritos apócrifos. Porém, reconhecem valor histórico aos livros de I Macabeus. Veja também os artigos Bíblia, Cânon Bíblico e Apócrifos.

Uniformidade de tradução

A Tradução do Novo Mundo possui uma característica particularmente interessante que a torna uma referencia para Eruditos e estudiosos dos idiomas originais. Termos que são vertidos de diferentes maneiras em outras traduções da Bíblia é vertido sempre pelo mesmo termo nesta tradução. Por exemplo, a palavra alma do hebraico nephesh sempre vertida por "alma" em português e a palavra grega equivalente e que ocorre no chamado Novo Testamento a saber, psy.khé,também sempre vertida "alma".
O Tetragrama YHVH que aparece 6,828 vezes nas Escrituras Hebraicas ou V.T, foi vertido por Jeová não apenas no Salmo 83:18 como o fazem algumas versões, como por exemplo, a tradução João Ferreira de Almeida. Ao passo que nos outros milhares de lugares em que o Nome Divino aparece, a Almeida decidiu verter o Nome Divino por outros termos substitutos, a tradução do Novo Mundo verte o Tetragrama pelo Nome Jeová em todos os lugares onde aparece nos Manuscritos hebraicos.
Observa-se a mesma uniformidade ao se verter a palavra hebraica "sheol" equivalente do grego "hades", o que contribui para que não se obscureça o sentido intencionado do escritor inspirado ao usar tais palavras. Estes são exemplos onde manteve-se a uniformidade de tradução por atribuir um só sentido a cada palavra principal e por reter este sentido tanto quanto o contexto permite.
607 AEC

Eventos

Em 607 a.C. (outras fontes dizem 605 a.C) Nabucodonosor II venceu o faraó Neco II na batalha de Carquemish, porquanto, o reino de Israel que estava sob domínio do Egito passou a ficar sob o domínio babilônico dando assim início a desolação de Israel (que durou 70 anos de acordo com a bíblia). Essa desolação inclui a servidão de Israel a Babilônia (como vassalos) acrescido do período de cativeiro de 50 anos que ocorreu após Israel se rebelar. Contando 70 anos desde 607 a.C. chegamos a data de 537/8 a.C, ano em que o rei Ciro libertou os israelitas do cativeiro. Isso significa que a o relato bíblico de harmoniza com os achados arqueológicos.

Segundo as Testemunhas de Jeová, este foi o ano em que Nabucodonosor II, da Babilónia, conquistou a cidade de Jerusalém, pondo fim ao reino de Judá, o qual foi integrado no Império Neo-babilónico.
Segundo a sua perspectiva cronológica, crêem que foi neste ano que Jerusalém e o Templo de Salomão foram destruídos, resultando no desaparecimento da Arca da Aliança e da deportação em massa dos judeus para Babilónia. Crêem assim que se iniciou neste ano um período literal de "setenta anos" de Exílio judaico em Babilónia. Os seus cálculos baseiam-se essencialmente na historicidade da data de 539 a.C., ano em que os medos e persas, sob o comando de Ciro, o Grande, conquistaram Babilónia. Esta última data para a conquista de Babilónia pelo Império Persa é aceite tanto pelos historiadores como pelas Testemunhas de Jeová.
O decreto que autorizou o retorno dos judeus à sua pátria ocorreu, segundo a Bíblia, no "primeiro ano de Ciro", isto é, na Primavera do ano 538/537 a.C.. No Outono de 537 a.C., os judeus exilados já haviam retornado a Jerusalém. O período profético dos "setenta anos" referido no livro bíblico de Jeremias (25:11; 29:10), é tomado literalmente pelas Testemunhas como a duração total do Exílio Babilónico que, tendo terminado em 587 a.C. teria tido o seu início em 607 a.C.. Esta interpretação não é aceita pelos historiadores por contrariar todas as evidências históricas conhecidas, que situam a destruição de Jerusalém e seu Templo numa data vinte anos posterior, ou seja, em 587 a.C./586 a.C.. As Testemunhas de Jeová dão bastante importância ao ano de 607 a.C. visto que o fixam como ponto de partida para a sua interpretação de outra profecia bíblica que, segundo afirmam, teria o seu cumprimento em 1914, já no Século XX.
Mais detalhes...
Historiadores seculares, confiando na sua interpretação daquilo que em alguns casos são fragmentos de tabuinhas desenterrados por arqueólogos, concluíram que 464 AEC foi o primeiro ano do reinado de Artaxerxes Longímano, e que 604 AEC foi o primeiro ano do reinado de Nabucodonosor II. Se isso fosse correto, então o 20.° ano de Artaxerxes começaria em 445 AEC, e a data da desolação de Jerusalém pelos babilônios (no 18.° ano de reinado de Nabucodonosor) cairia em 587 AEC. Mas, se alguem que estuda a Bíblia usar essas datas ao calcular o cumprimento de profecias, ele simplesmente ficará confuso, e pouco entenderá.
As Testemunhas de Jeová se têm interessado nos achados dos arqueólogos conforme se relacionam com a Bíblia. No entanto, quando a interpretação desses achados entra em conflito com aquilo que a bíblia diz de forma clara, as testemunhas de Jeová aceitam com confiança aquilo que as Escrituras Sagradas dizem, quer em questões relacionadas com a cronologia, quer com outro tópico. As Testemunhas de Jeová já por muito tempo reconhecem que o período profético que começou no 20.° ano de Artaxerxes deve ser contado a partir de 455 AEC, e, assim, que Daniel 9:24-27 aponta fidedignamente para o outono setentrional do ano 29 EC como o tempo do batismo de Jesus como o Messias. Também entendem que a profecia de Daniel, capítulo 4, a respeito dos “sete tempos”, começou a contar em 607-606 AEC e que ela fixava o outono de 1914 EC como o ano em que Cristo foi entronizado no céu como Rei reinante, e em que este mundo entrou no seu tempo do fim. Mas eles não teriam discernido esses cumprimentos emocionantes de profecia se tivessem se baseado na sua confiança própria ou nas descobertas em alguns casos, incertos de tábuas que deixam a desejar. Outrora se baseiam na inspiração das Escrituras Sagradas.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Testemunhas de Jeová na França



Tribunal Europeu dos Direitos Humanos vindica Testemunhas de Jeová na França




ESTRASBURGO, França - Hoje, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos determinou que o governo da França violou os direitos das Testemunhas de Jeová quando tentou impor um imposto retroativo de 60% sobre todas as doações feitas pelo religioso Testemunhas de Jeová na França entre 1993 e 1996.

No total, o governo francês tentou obrigar a Associação das Testemunhas de Jeová da França a pagar 58 milhões de euros (mais de 82.000 mil dólares dos EUA), muito superior ao de todos os bens da Associação. Nenhuma outra religião importante na França já foi submetido a tributação excessiva tal.

O tribunal decidiu por unanimidade que as ações do governo violou a liberdade religiosa das Testemunhas de Jeová como os garante a Convenção Europeia dos Direitos Humanos. Ele determinou que o imposto contestado resultou na Associação "financiamento essencial ter sido cortada e, portanto, não era mais capaz de garantir a seus seguidores o livre exercício de sua religião em termos práticos." O imposto ameaça a sobrevivência ou "pelo menos a sério interferiu com a organização interna, o funcionamento da associação e suas atividades religiosas. "O tribunal também constatou que, porque a lei invocada pelas autoridades fiscais na França foi" impreciso "e sua aplicação" imprevisíveis ", a violação à liberdade religiosa pode não ser justificada.

Durante todo este caso, as Testemunhas de Jeová argumentou que a tributação discriminatória havia sido imposta com o propósito de paralisar o culto praticado por mais de 123 mil das Testemunhas de Jeová na França. Foi um dos muitos passos tomados pela seita anti-parlamentares para descaracterizar e marginalizar as Testemunhas de Jeová. A decisão de hoje do tribunal envia uma mensagem forte para o governo da França que se deve defender o direito à liberdade religiosa para todos os seus cidadãos.

As Testemunhas esperam que as pessoas honestas de espírito da França vai ver para além da campanha de falsas declarações perpetrado por um poucos parlamentares motivados por ódio virulento de quem escolhe a pensar diferente e manifestar sua religião como um modo de vida. Membros da comunidade religiosa que vivem em Louviers na sede da Associação, obviamente, saudou a notícia da vitória.

"Nós sempre estivemos confiantes de que nossa posição nesta matéria estava correta. Foi injusta para o governo a utilizar a tributação como uma arma contra a religião quinto maior na França ", disse Michel Blaser, presidente da Associação das Testemunhas de Jeová da França. Mr. Blaser também observou: "Testemunhas de Jeová são escrupulosamente honestos quando se trata de pagar impostos. As doações Testemunhas de Jeová dão a sua religião não devem ser tributados da mesma forma que as ofertas em qualquer outra igreja. Neste caso é uma vitória para os direitos humanos de todos os que vivem na França, e esperemos que marcará o fim de assédio religioso para os moradores da França, que são as Testemunhas de Jeová. "